17.07.2006






Este blog foi encerrado.








Ticcia escreve agora em:


por Ticcia, às 13:23 de 17.07.2006 - Categoria: Geral

Acaboôôôôô, acaboooôôôô**!




Há tempos tenho a certeza de que vivemos em ciclos. Alguns duram 28 dias e outros duram bem mais. É como se a natureza nos dissesse que é preciso preparar a terra para receber a semente, arando-a com vigor, depois plantar na lua certa, regar o chão na medida exata para não afogar o broto que ainda nem aparece e não matá-lo na secura. Antes do gomo germinar há o recolhimento dentro da terra. Depois vem toda aquela historinha que vocês sabem de como a plantinha cresce, atinge seu apogeu e depois morre, dando lugar a nova safra. Me parece que do dia-a-dia das sereshumanas ocorre exatamente da mesma maneira: é o ciclo da vida-morte-vida. E ontem, sentada num café, conversando com quem teria todos os motivos do mundo para não olhar na minha cara, é que caiu a minha ficha de que estes três anos foram um ciclo que está terminando.



O MM's teve de tudo: gente legal, gente louca, gente cega, gente chata, gente inteligente, gente com o olhar aguçado. Através dele entraram na minha vida pessoas incríveis, algumas que dormiram na minha cama e outras no sofá, mas que entraram na minha casa, phinamente decorada, pela porta da minha outra casa, virtualmente enfeitada. Através dele eu entrei na vida de pessoas sensacionais que me colocaram para dormir em suas camas e, noutras vezes, no sofá. Foi muito bom. O MM's me trouxe felicidade, me trouxe dor, me trouxe amolação, carinho, agressividade, sossego e torração de saco. Por que na minha vida nada é um mar cor de rosa e nada é um breu profundo.



O MM's também foi um casamento de duas maridas. Teve carinho, teve choro, teve discussões, teve aborrecimentos e chateações, teve colo, teve fofoca, teve muitas e muitas risadas, teve descobrimentos importantes e revelações bombásticas, teve assunto. Foi um casamento por amor e afinidades (eu bem que fiz de um tudo para que fosse por dinheiro, mas a mão-de-vaca da Patrícia nunca me pagou um único vintém pelos magníficos textos que aqui escrevi) e hoje fica claro para qualquer um quem é a Magérrima e quem é a Megera.


E quem pensou que estavamos trancadas em casa como duas velhas chorosas se enganou: estavamos num boteco comemorando o velório do MM's, comendo até explodir (eles, né! por que eu sou uma mulher operada, toda inchada e colorida que não pode se dar ao luxo de comer) e bebendo cerveja gelada (eles, né! por que eu não bebo, não fumo, não cheiro e não trepo - como diz um amigo meu que você não conhecem não, sou uma criatura totalmente agnóstica).


Não, eu não pretendo ter um blog tão cedo. A Megera está bem linda bem tudo preparando aulas para lecionar na universidade e escrevendo a dissertação do mestrado (antes que o orientador me deixe azul de bancada para combinar com o verde dos hematomas). Falta ego para tanta coisa, é preciso racionar.


Eu te amo. Boa sorte na casa nova.




*Na voz da Ivete Sangalo, por que eu adoooro axé bahia.

**Atenção, isto foi uma ironia.

***Só para constar: Adelaide, minha anã paraguaia, está ficando mais velha e acabada hoje. É uma cruz que eu carrego essa pessoa.

por Ro, às 10:39 de 17.07.2006 - Categoria: Circunstâncias Circunspectas

TÁ CHEGANDO A HORA.

Quando eu convidei a Ro para fazer um blog, não pensei exatamente no que iríamos escrever, nem em adotar pseudônimo, nem em manter privacidade, nem em que tipo de assuntos tratar, muito menos de que forma. O Megeras nasceu e viveu com a ingenuidade e o despreparo de uma brincadeira entre amigas cuja única proposta, ainda que nunca elaborada oficialmente, era de escrever sobre o que quisesse e o que desse vontade.

Nenhum dos assuntos de que tratamos aqui é nossa especialidade. A nossa especialidade sempre foi sermos nós mesmas, com todas as contradições, defeitos e erros, e dar pitaco no que a gente não entende. Talvez por isso o Megeras tenha sido o que foi, uma casa cheia de amigos queridos que riam e se emocionavam conosco. Talvez se tivéssemos sentado, eu e Ro, a fazer planos, pautas, grandes esquemas e jogadas de marketing, a elaborar assuntos e linhas do que escreveríamos, o Megeras nunca teria sido isso que foi, mais de 700.000 acessos, com tanto leitor legal, com tanta gente boa e talentosa nos fazendo companhia.

Aqui aconteceram as coisas mais maravilhosas dos meus últimos três anos. Por aqui eu conheci as pessoas mais especiais, mais queridas, mais amadas e mais sensacionais de que tenho notícia. Aqui também reencontrei gente que eu nunca imaginei que voltaria a encontrar e escrevi os meus textos mais queridos. O Megeras fica, a partir de amanhã, congeladinho, sem mais posts ou comentários, e eu sigo escrevendo na casa nova. Fica aqui esse caderno de anotações dos nossos três anos juntos, cheio de recortes, fotos, carinhos, tristezas, vida, para a gente voltar e recordar sempre que der saudades. Foi tudo de verdade, tudo. Isso é o meu maior orgulho.

Queria também agradecer à Ro por esse tempo morando juntas e por todas as coisas que aprendi com ela. Foi só por que ela esteve comigo que o Megeras foi o que foi.

Hora de ir. Espero que vocês me acompanhem. Beijos.

Até lá.




por Ticcia, às 09:44 de 17.07.2006 - Categoria: Geral

14.07.2006

UM FIM DE SEMANA FOFINHO PRA NÓS.



E segunda tem mudança para casa nova! Não esqueçam!

por Ticcia, às 16:35 de 14.07.2006 - Categoria: Artes e Artifícios

ECO-MANUAL DA MONIQUE ESPECIAL PARA O MEGERAS!

A Monique prometeu e enviou. Tá muito legal. Obrigada, Monique!!



ECO-MANUAL MEGERAS
(por Monique Revillion)


Pessoal:

Fiquei de escrever algumas dicas de como as pessoas, individualmente, podem agir de forma a minimizar seus impactos sobre o planeta. Tudo começou quando comentei sobre a questão do aquecimento global causado pelo efeito estufa, que, resumidamente, se dá pela emissão de gases (como o dióxido de carbono, metano, entre outros) - provenientes em sua maior parte dos processos industriais - que se concentram na atmosfera e impedem o calor de sair. Saiba mais aqui e aqui.

Mas, há outros problemas, como a poluição em geral, a perda da biodiversidade, a extinção de espécies, o esgotamento dos recursos, etc, etc....

O que a gente tem a ver com isso?

Tudo, pois somos nós, seres humanos, que estamos, sistematicamente, causando estes problemas com nossa irresponsabilidade e visão de curto prazo. Todas as nossas escolham ratificam ou negam esse caminho.

A má notícia é que a situação é grave, e em alguns cenários, irreversível.

A boa notícia é que podemos tentar preservar o que resta, do ambiente, e do frágil equilíbrio que o sustenta.

Ok, somos incoerentes, imperfeitos, e nem sempre muito persistentes. Mas todo esforço vale a pena, e todos podemos colaborar.



Algumas dicas gerais:

- É preciso pensar sistemicamente, em relações, teias, pois é assim que a natureza é, e trabalha.

- Toda crise ambiental é também uma crise social, pois se estamos falando em escassez ou indisponibilidade de recursos, estamos falando também em como garantir um acesso justo e equilibrado a estes recursos. Portanto, o social e o ambiental estão intimamente relacionados.

- O planeta Terra é nossa terra-mãe, nossa base de sobrevivência, nossa e de muitas outras espécies animais e vegetais. O que garante a vida é a diversidade, a biodiversidade. Tudo o que temos em volta, TUDO, vêm da natureza: em algum momento já foi pedra, minério, petróleo, areia, árvore, rio, ou o que seja. Quando tiramos algo do ambiente, ou devolvemos algo a ele na forma de resíduos (sólidos, líquidos, gasosos), estamos causando um impacto. A pergunta que devemos fazer é: como posso causar o mínimo impacto possível ao ambiente?

- O futuro de um é o futuro de todos. Ou seja, nosso futuro é comum, estamos na mesma espaçonave, que é o nosso planeta, e de nossas ações e decisões hoje depende o nosso destino e das gerações futuras. É preciso estabelecer um compromisso ético entre e inter-gerações, que é a base do tal “desenvolvimento sustentável”.



Antes de passar as dicas propriamente ditas, vamos recapitular algumas idéias centrais:

a) Que tudo o que consumimos e utilizamos em nosso dia-a-dia vem da natureza, e tudo um dia voltará a ela, inclusive nós.

b) Que produtos e serviços que consumimos em nosso cotidiano, do fósforo ao elevador, do ônibus ao grampo de cabelo, do copo de cerveja ao serviço bancário, do banho de chuveiro ao jornal na esquina, do carro novo ao churrasco de fim de semana,TUDO, consome recursos, energia, processos, e utiliza recursos naturais e gera resíduos.

c) Podemos viver sem consumir? Não. Precisamos de algumas coisas básicas: oxigênio, comida, algum abrigo. O problema é que somos, hoje, mais de 6 bilhões de pessoas que o planeta precisa suportar, além de manter condições de vida para demais espécies e diversos ecossistemas. E enquanto alguns vivem com o básico, outros consomem por 10 ou 20.

d) Num cenário de intenso crescimento populacional, maior longevidade, consumismo, hedonismo, e extrema pressão sobre o ambiente natural, cada um pode tentar minimizar o seu impacto individual sobre o planeta, sua “pegada ecológica” (que calcular a sua? Vá em www.ecofoot.org ).

e) Há uma idéia básica que todos podem seguir: Reduzir, Reaproveitar, Reciclar. Ou seja, reduzir o que consumimos (“será que isso que quero comprar é absolutamente necessário?”), reutilizar (prolongar a vida útil do que quer que seja), e, finalmente, reciclar (quando já não nos serve mais, retornar aquilo a um novo ciclo, antes que vire lixo, ou resíduo.

f) Há dois movimentos necessários: desmaterializar o sistema (ou seja, reduzir a necessidade de extração de matérias-primas da natureza, e reduzir a emissão de poluentes e resíduos (pois a capacidade de absorção de nosso “lixo” e poluição pelo planeta mostra claros sinais de colapso).

g) Como tudo está relacionado com tudo, vejam bem: eu posso ter duas ou 20 bolsas, minha bolsa pode ter uma alça de madeira em extinção ou de madeira extraída de forma sustentável (com o selo FSC), pode ter rodado 50.000 ou 50 km, pode ter ajudado uma cooperativa de quilombolas no Pará ou o “Sr. Gucci”, pode ter ainda corantes naturais ou químicos no tecido....Escolhas, escolhas...

[clique aqui para ler o texto na íntegra]
por Ticcia, às 14:36 de 14.07.2006 - Categoria: Dicas Divinas

RAINY TIPS DA TICCIA.

Depois de 33 graus ontem, chuva na capital da província de São Pedro.



Carreteiro no bar do Nito. Música boa, amigos e cerveja. Alguns traidores não compareceram.



A par disso, estomatite, à qual Facelo carinhosamente chama de aftosa. Não é um mimo o meu irmãozinho?



Os livros falam comigo, me chamam da estante e quando eu os abro, tá ali o recado que eles queriam dar. Sim, eu sei. Mas o que é que eu vou fazer? Só sei que é assim.

por Ticcia, às 13:29 de 14.07.2006 - Categoria: Miudezas em geral

EM QUE POSSO LHE SERVIR?

O que você faz se a garçonete do bar, não sastisfeita em sorrir, pegar, babar, tratar a criatura que está com você pelo nome, piscar olho e gargalhar como se o conhecesse do primário, termina por passar uma suposta listinha para que todos adicionem seus respectivos emelhos?

a) não dá a mínima importância e junta-se ao restante do pessoal da mesa que está achando tudo isso muito engraçado;

b) espera ela passar com a bandeja repleta de coisas e põe a perna no caminho;

c) no espaço reservado ao seu e-mail, desenha uma bonequinha vestida de garçonete com a cabeça decepada por um machado.

por Ticcia, às 10:31 de 14.07.2006 - Categoria: Barraco

13.07.2006

PODE PARCELAR EM ATÉ 10 VEZES.

Seguro de carro é pra pobre. A gente paga um dinheirão em vááááárias prestações para o caso de meliante levar o bólido, ou para não ter que vender a santa mãezinha no caso de encaçapar uma Mercedez série 5.

Rico não tem seguro. Se der azar, compra outro carro. Ou pechincha o preço da sua mãezinha.

por Ticcia, às 13:31 de 13.07.2006 - Categoria: Boca no Trombone

DESEJO DE MORTE.

No Focando.

por Ticcia, às 13:03 de 13.07.2006 - Categoria: Estórias da Carrocinha

ÉTICA FRATERNAL.

Um a zero para o Grêmio, São Paulo empata. Eu tiro o telefone do gancho para não receber ligações de Facelo, o irmão hooligan colorado.

Mais tarde, findo o jogo, São Paulo 2 x Grêmio 1, recado na secretária eletrônica:

- O que foi issoooooooo? Tragédia no Morumbiiiiiiiiiii. Que coisaaaaaaaaaa. Que chatôôô...

Pra piorar, o time dele ganhou de 2 a zero.

Merda.

por Ticcia, às 10:50 de 13.07.2006 - Categoria: Cantinho cor-de-rosa do hooligan

HUMMMMMMMMM.










por Ticcia, às 09:26 de 13.07.2006 - Categoria: Dicas Divinas

12.07.2006

KAFKA RULES.

No guichê de uma repartição pública:



- Como é que estrangeiro faz pra regularizar o *documento XYZ* ?

- Vai na embaixada brasileira ou manda procuração pra trarem disso.

- Então é só vir aqui?

- Alguém munido de procuração com poderes específicos e firma reconhecida.

- Mas o gringo tá aqui.

- Mas aqui só pode tratar disso alguém com procuração dele.

- Mas peraí. A senhora não está entendendo. A pessoa está no Brasil, ela mesma em carne, osso e boa vontade, quer regularizar a situação do *documento XYZ*, mas não pode tratar disso pessoalmente?

- Não, só por procuração.

- Tem que ir a um tabelionato com duas testemunhas que atestem que ela é ela, registar firma, depois achar algum vivente disposto a aceitar uma procuração para tratar de regularizar o *documento XYZ* dela em seu lugar, reconhecer firma, e ainda convencer o vivente esse a ir até a repartição, pegar senha e ser atendido, tudo com o próprio interessado ao lado, se for o caso?

- É.




Em uma palavra: SURREAL.

por Ticcia, às 14:49 de 12.07.2006 - Categoria: Estórias da Carrocinha

CASA NOVA.

Dia 17, segunda-feira, inauguração do novo Blog.
YEAH.

por Ticcia, às 11:47 de 12.07.2006 - Categoria: Ali Jabah

CONCORRÊNCIA PREDATÓRIA.

Aquele blog, o Gorduchas Gostosas, que nega veementemente ter sido inspirado no Megeras Magérrimas, imagina, acaba de lançar o seu MPB2 (Manual Prático Para Bichas Bem). Creia ameeega, você PRECISA. Mooooito.

por Ticcia, às 09:07 de 12.07.2006 - Categoria: Ali Jabah

11.07.2006

PORQUE ROSA PODE SER UM NOME OU UM MOTIVO.

Quinto Motivo da Rosa

Antes do teu olhar, não era,
nem será depois, - primavera.
Pois vivemos do que perdura,

não do que fomos. Desse acaso
do que foi visto e amado:- o prazo
do Criador na criatura...

Não sou eu, mas sim o perfume
que em ti me conserva e resume
o resto, que as horas consomem.

Mas não chores, que no meu dia,
há mais sonho e sabedoria
que nos vagos séculos do homem.


(Cecília Meireles)


por Ticcia, às 15:29 de 11.07.2006 - Categoria: Apoplexia Poética