03.07.2006
DAS EXPLICAÇÕES QUE O ACASO NOS DÁ.
somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience, your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near
your slightest look will easily unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously)her first rose
or if your wish be to close me, i and
my life will shut very beautifully ,suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the color of its countries,
rendering death and forever with each breathing
(i do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses )
nobody, not even the rain, has such small hands
E. E. Cummings
VENENINHO BÁSICO.
Gente, pode dizer, é só despeito da minha parte,
ou se essa senhora continuar se plastificando pra
arrebitar o nariz e continuar tacando botox na boca
pra esconder as rugas vai virar uma fuinha?
INSUSPEITABILIDADES.
Marke
Eu gosto dos avessos do dia, das horas por trás das horas, do tempo que é o tempo que só nós conhecemos, dos segredos revividos nas entrelinhas, confissões subentendidas, pistas, indícios, insinuações. Gosto da vida urdida por dentro, das costuras feitas por trás, do entendimento cúmplice, das mensagens ocultas, dos sorrisos pressentidos, enrubesceres intuídos, leve suor de mãos, confissões veladas, palpitações, o que se partilha em silêncio inacessível aos olhos do mundo. Gosto dessa de mim que é só tua. Gosto desse de ti que só é para mim. Gosto de atravessar o dia secretamente de mãos dadas contigo.
HAI KAI A PROPÓSITO.
Coração na boca
Cala-te e me beija
Diálogo pulsante.
CONJECTURAS.
Hopper
E se a gente tentasse, se experimentasse isso, visse o que acontece, se se deixasse levar sem pensar, se a gente se permitisse viver e provar, ousar além do que sempre fizemos, deixar pra lá uma vez as responsabilidades e conseqüências e sentir, só sentir, sem
mas sem
quando sem
se sem
depois sem
então sem
quase, se a gente provasse isso que se insinua pra conferir o que é, se fôssemos ao encontro disso sem nem saber direito o que poderia acontecer, ignorássemos o medo, a culpa, os temores, os receios, o bom senso, o juízo, a prudência e nos propuséssemos a descobrir o quê?
TEA TIPS DA TICCIA. (Repita três vezes sem se cuspir).
Fog, fog, fog. London is right here.
Hoje ainda, possivelmente, atingiremos a marca estarrecedora de 700.000 acessos. Cês não tem mais nada que preste pra fazer, né? Têm? Logo vi. Mas continuem conosco.
Blog novo deve estar pronto até o final da semana.
A fada dos pixels avisou. YEAH.
Se eu liguei é porque tive vontade. E vice-versa. Ninguém mais me pega na obrigação de expressar preocupação ou afeto. É assim.
Se gente fosse que nem orelhão, eu juro que me atracava a soco para ver se a ficha cai. Mas não.
A tia das idéias vai fazer uma festa hoje com o material do final de semana.