Acerca do
Carnaval, só tenho a declarar que algumas pessoas aprimoram o senso estético com o tempo. Algumas.
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Todo mundo tinha, menos eu. Daí a marida ficou com pena da minha pessoa e me trouxe
um bloco das Oropa. Agora já posso até tomar chá com a
Fábia.
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Vocês também viram a bicha realizada vestindo roupas de mulher no Big Brother de ontem? Qual das rachas sem noção deixou aquela relaxada vestir a calça, hein?
Audiência em uma Vara do Trabalho de Porto Alegre. O reclamante requereu a oitiva de uma testemunha. Qualificada esta, o advogado do reclamado argüiu a sua contradita, pois seria namorada do reclamante. O juiz a questionou, mas ela negou veementemente as afirmações do advogado.
- Eu fui apenas colega dele - afirmou a moça.
- Excelência, não é verdade. A testemunha é namorada do reclamante, e eu vou querer provar isso através de testemunhas - retrucou o advogado do reclamado.
Ante a insistência deste, o juiz passou, então, a instruir a contradita. As duas testemunhas contudo, não conseguiram esclarecer acerca do suposto envolvimento amoroso entre o reclamante e a sua testemunha.
- Pois bem, doutores, diante da ausência de prova sobre o namoro, ouvirei a testemunha mediante compromisso - afirmou o magistrado.
E a audiência, embora tensa prosseguiu e foi encerrada por volta das 12h.
- Bom trabalho, bom almoço a todos - desejou o julgador.
Trinta minutos após, o magistrado dirigiu-se com um grupo de colegas, incluindo a secretária de audiências, ao Shopping Praia de Belas. E, surpresa, parado na fila do restaurante, enxergou, aos beijos e abraços apaixonados, os supostos namorados.
[clique aqui para ler o texto na íntegra]Depois de ser intimada por
Little Angie e
Mr. Cafeína, eis as manias:
*** De tempos em tempos eu organizo tudo: armários, guarda-roupas, estantes, dispensa. É uma faxina física e espiritual. Faz bem. Mas a função da arrumação normalmente é desencadeada pela aquisição de coisas novas: roupas, louças, provisões. Também eventualmente eu faço uma revisão da casa, do que falta, do que sobra, do que está quebrado, do que precisa de conserto e enquanto não troco, não conserto, não mudo, não reorganizo, não descanso. O melhor é a sensação que vem depois: um aconchego de estar em casa e o mais importante: a vontade de voltar pra lá. Só de lembrar que está tudo pronto e lindo me esperando, já dá um calorzinho bom. Engraçado é que depois eu deixo que um pouco de caos tome conta. Talvez pra dali a uns tempos arrumar de novo.

Eu não gosto de tirar fotos. Não gosto de congelar a cena pra guardá-la onde quer que seja. Nas viagens eu levo máquina fotográfica e esqueço no hotel, na mala, na casa onde estou hospedada. Nos eventos, não contem que eu tenha máquina à mão. Ela só vai se alguém me lembrar e fizer questão. Eu adoro as fotos dos outros, acho lindo álbuns de fotografias, mas não faço as minhas. Não sei bem porquê. Provavelmente porque nada do que está ali foi o que aconteceu. Eu acredito que posso me lembrar com muito mais precisão do que qualquer fotografia. Na memória há o cheiro, os ruídos, a temperatura, a sensação, a emoção do momento, pra muito além do que o que era visto. Acho que a foto pasteuriza a lembrança, acho que é isso.
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*** Eu abraço pouco pouca gente. Nada específico. Não posso dizer que só abraço quem eu gosto, ou quem eu tenho intimidade. Na verdade não é isso. Eu não abraço gente que eu amo muito e de quem sou íntima. Lá nas minhas configurações, essa pessoa não é abraçável. Aliás, de acordo com os meus registros, pouquíssimas pessoas são. E quando as pessoas não abraçáveis me abraçam, eu não sei o que fazer. Fico paralisada, artificial como uma begônia azul. Não dá.

Eu sou apaixonada por ilhas. Tenho uma sensação ótima de saber que estou cercada de mar por todos os lados, que as fronteiras são precisamente delimitadas, que as brumas estão por ali, que se eu andar, andar, andar, a terra acaba, que não importa pra onde eu vá o mar me acompanha, que não se chega ou se sai de lá de carro, que há barcos por perto, que há cheiro de sal e iodo, que a maresia adere à pele e que eu posso ver o sol nascer e se pôr na água. Acho que não interessa o quanto feliz eu possa ser, numa ilha eu seria mais, como se somente lá eu pudesse alcançar a concentração ideal pra viver como deve ser. Ilhas perdidas, ilhas frias ou quentes, cheias de sol ou de umidade, isoladas. É doido, eu sei, mas eu adoro.
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*** Eu leio por motivos pessoais. Não adianta dizer que o livro é essencial, é excelente, é incrível. Ele precisa falar comigo. Não leio por dever, obrigação, ilustração, conhecimento, profissão. Leio pra estar dentro do livro, e, como eu não sou freqüentadora compulsiva de lugares, muito antes pelo contrário, sou uma semi-ermitã convicta que prefere sempre os seus cheiros e guardados à vida pública, eu escolho livros que me levem pra casa ou que me coloquem nos lugares onde eu gosto de ir, de preferência muito bem acompanhada.
Convocadas para declinar 5 manias:
Dona Scarlet
Rititi
Helê & Monix
Falzoca
"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."