Vi a notícia nas
Fridas, que por sua vez receberam da
Musa Escarlate:
Ex-noivo impede britânica de usar embrião congelado
Do Independent, republicado pela Folha de S. Paulo
A Corte Européia de Direitos Humanos decidiu que uma mulher britânica que ficou infértil depois de submetida a um tratamento contra câncer não poderá utilizar seus embriões congelados para ter um bebê sem a concordância de seu ex-noivo.
Natallie Evans e seu ex-parceiro, Howard Johnston, usaram suas células sexuais para criar seis embriões durante tratamento de fertilização, mas, após a separação deles, Johnston retirou seu consentimento para que os embriões fossem utilizados.
Evans, 35, diz que os embriões representam sua única chance de ter um filho próprio e que o fato de lhe ser negada a permissão para usá-los constitui uma violação de seus direitos humanos.
Mas ontem a Corte Européia manteve uma decisão anterior da Alta Corte, segundo a qual o consentimento contínuo tanto do homem quanto da mulher é necessário durante todo o decorrer dos procedimentos de fertilidade.
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Ontem, ela fez um apelo emocionado a Johnston: "Howard pode achar que já é tarde para mudar de idéia, mas não é. Por favor, Howard, pense sobre isso. Pense no que você está fazendo comigo". Ela acrescentou: "Já tentei todas as maneiras possíveis de falar com ele, mas nada funcionou. É claro que não estou dizendo que ele não tem direitos, mas ele sabia no que estava se metendo quando iniciamos o tratamento para fertilização "in vitro". Ele optou por se tornar pai no dia em que criamos os embriões. Foi escolha dele ser pai." Johnston afirmou que não pretende mudar de idéia.
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Especialistas em fertilidade saudaram a decisão, dizendo que ela defende os direitos dos homens de não se tornarem pais de filhos que não desejam.
Johnston afirmou não ter dúvidas de que a apelação legal de sua ex-parceira vai fracassar: "O fator-chave, para mim, foi poder decidir se e quando eu crio uma família. Tudo se resume realmente a isso".
Eu arrisco o apedrejamento, eu sei, mas vou falar sobre isso.
Sim, o cidadão tem direito a não ser pai, ponto, como uma mulher tem o direito a não ser mãe. Não acho que seria justo um homem resolver ter filhos com o meu embrião sem que eu o autorizasse. Sim, há o aspecto humanitário, sim, a mulher essa não vai poder ter filhos de outro jeito e tals, mas criança tem pai e mãe. Não é algo que se produza sozinho, pelo menos enquanto a técnica Dolly -
Faça você com você mesmo, não se dissemina e populariza.
Daí então que eu não acho aceitável engravidar por livre e isolada vontade e dane-se o que o cidadão pai ou cidadã mãe da criança pense, sinta ou queira, uma vez que ser pai ou mãe é uma responsabilidade, digamos, extrema e vitalícia. Também acho que o cidadão que não deseje ter filhos pode providenciar evitá-los por sua própria conta, mas também acho que isso pode ser acordado entre o casal e existir um pacto de confiança mútua. Não queremos? Não. Quem providencia a anticoncepção, eu ou você? E acho uma tremenda sacanagem descumprir o acordo. Imagine você, amiga de fé, irmã camarada, confrontada com a seguinte situação: um belo dia, seu namorado, marido, bedmate chega e diz que está grávido, que está feliz e que, mesmo se você não quiser, ele vai ter o bebê e você vai ser mãe. Que legal, né?
Se, todavia, acordo de quem providencia a anticoncepção não houve, bem, cada um cuida dos seus gametas.
Acho que, sim, acontece e se há gravidez não planejada POR AMBOS (e não me venham argumentar que quem vai pra cama, vai disposto a procriar subjetivamente, please), tanto ele quanto ela tem todo o direito de não querer ter o bebê e acho que devem discutir se levarão a gravidez adiante ou não e que devem decidir isso juntos. Acho também que no final das contas e frigir dos ovos, por motivos óbvios, quem decide é a mãe. Mas acho que se o pai tiver concluído que não quer mesmo a criança e a mãe decidir tê-la
no matter what, não há nada de monstruoso, desumano ou filhodaputa da parte do cidadão que vai ser pai à revelia da sua vontade restringir-se a colaborar apenas financeiramente. Não se ama por imposição, nem se pode exigir que alguém assuma uma responsabilidade dessas com felicidade e contentamento quando não se decidiu por isso.
Agora façam fila e, por favor, paralelepípedos primeiro.
Eu memorizo os tempos entre os semáforos nos trajetos que eu faço. Aí sei exatamente qual a velocidade que eu tenho de manter entre um e outro para pegar aberto. Eu também memorizo, estatisticamente, qual pista vai mais rápido. O pior é que não é um trajeto ou dois, são dezenas. E quando eu estou no carro de alguém, fico ansiosa pra dizer
“mais rápido, mais devagar, não essa pista, a outra!”, mas claro, não digo. Horrível, horrível. Há algumas semanas descobri que isso não acontece só em Porto Alegre ou Pelotas. Eu tinha memorizado os trajetos na cidade onde passei férias com outra pessoa dirigindo o carro. É, seu sei. Não precisa dizer.
Eu não suporto luz. Em casa é praticamente tudo luz indireta, sou a rainha das lâmpadas de 15 volts. Fico irritada com luz no meu olho, na casa dos amigos incomodo pra fechar cortinas, desligar a luz, etc., mas como eu além de fotofóbica sou anti-social, isso não é o problema. Vlada Dracul, prazer.
Eu odeio, odeio, odeio comer sozinha. Prefiro não comer. Se isso não é possível, uma vez que odeio mais passar fome do que comer sozinha, eu como em frente à TV ou no computador. Eu suborno Hilda, a gata, pra me fazer companhia no café da manhã dando o resto do iogurte pra ela.
Eu gosto pouco de visita e só convido quem eu realmente quero que me visite, mas gosto de viver junto. Ou seja: ter companhia subentendida = bom; fazer sala obrigatória: definitivamente não bom.