10.09.2005
Quibes, esfihas e outras coisinhas mais...
Sabem aquele estudo... comprimento e largura... pois é... reprodutor africano, depois árabes, mouros, beduínos, etecéterá... enfim... vocês reparam no nariz do Malufinho?! Então...
Arabiane!!!
Se eu te pedisse, então, a grafia da luz em tua pele, foto-grafando a pronúncia do teu nome, do teu nome sussurrado feito beijos, degustado feito vinho, adi-vinhado em teu sangue... aquecido em teus olhos... como a luz da saliva que se bebe a palo seco... no frêmito aberto sobre o que lhe falta... Arabiane... desencontraram-se os nossos dedos em nosso entrelaçar a noite. Eu encostei o ouvido na boca do mar, murmúrios naufragados, meu escafandro lutando pelo teu brasão, minha armadura rendida em teu flechar as ondas com um simples e fatal olhar de Mulher, que pronuncia a ferida de quem uiva noites... pela flor aberta para o gozo re-partido. Feito pôr de sol, para Beduínos no deserto... Nômade maneira de te procurar, Arabiando mil e uma noites... até que o sol me seja sempre o agora repartindo os dias... O quando me chega aos olhos o olhar que já se foi. Arestas de luz desesperadas. Espera da noite que nos devore! Esfinge para quem não finge que deseja. Decifra-me ou te devoro, Mulher! Por ti cada passo nômade, perdido... naufragado no que murmuraste ao mar... Que silhueta tua fez na pele do horizonte a tatuagem de tantos roseirais? É por isso que vago, notívago de um ventre a outras casas... para cheirar o efêmero de teu desabrochar para a madrugada derradeira, quando tudo que eu tenha sido se ponha ao longe, feito o pôr de sol, que quando nos chega... já é um dia que se foi...
Eu quero a luz que te tatue os olhos!!!
Beijos!!!
Daniel!
Beijos!!!