21.02.2005

ÍCONE DO CLUBE DAS BAGACEIRAS


Fooora da minha festa, sua ba-ran-go-na!
por Ro, às 16:54 de 21.02.2005 - Categoria: Miudezas em geral
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UM AMOR DE AMAR FELIZ

Eu Não Existo Sem Você (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim/ Que nada nesse mundo levará você de mim/ Eu sei e você sabe que a distância não existe/ Que todo grande amor/ Só é bem grande se for triste/ Por isso, meu amor/ Não tenha medo de sofrer/ Que todos os caminhos/ Me encaminham pra você
Assim como o oceano/ Só é belo com luar/ Assim como a canção/ Só tem razão se se cantar/ Assim como uma nuvem/ Só acontece se chover/ Assim como o poeta/ Só é grande se sofrer/ Assim como viver/ Sem ter amor não é viver/ Não há você sem mim/ Eu não existo sem você



O poeta que me perdoe, mas ser feliz é fundamental.

Não se trata de ser superficial ou leviana, mas de ser feliz. Um amor de tristeza, sofrimento, dor e renúncias pode dar um ótimo drama nas telas, mas viver de Love Story acaba com o humor de qualquer um. Amor impossível, amor sofrido, amor de sacrifício? Pode render ótimos poemas, músicas, obras de arte, mas eu tô fora.

Sim, é verdade, já soube o que é isso. Já chorei e me descabelei, já esperneei e lutei como talvez ainda não tenha visto ninguém sofrer ou lutar e poderia, sim, claro, continuar amando e lutando e sofrendo e seguindo a canção, porque esse tipo de amor que é mais uma guerra que qualquer outra coisa, se consegue amar sozinho e, sim, se consegue amar para sempre.

Quando a gente ama assim, leva o mundo nos ombros e se encarrega de todo o trabalho sozinho. Somos heróis mitológicos cuidando do amor 24h por dia, sem descanso, sem trégua, sem férias. É nossa incumbência exclusiva zelar pela sua preservação, ainda que ela se dê às custas de nossa lágrimas, nossas rugas, nossa vida e isso nos dá prazer.

No entanto, concluí que nem eu, nem a pessoa que amei merece o peso desse sentimento, algo tão imenso quanto indesfrutável. Claro que não é sempre horrível. Claro que não. A exemplo de qualquer droga, sempre existe o momento do barato, do êxtase (ninguém se vicia em martelada no dedo). Quem ama um amor desses, vez que outra tem ápices de prazer, momentos de felicidade absoluta (não raramente, algo ínfimo aos olhos dos outros, uma migalhinha, uma esmola qualquer), até vir o refluxo (o bode) e com ele as impossibilidades, as tristezas, a dor – a dilacerante dor – e o desespero. Uma montanha russa em que qualquer semelhança com o distúrbio bipolar pode não ser mera coincidência.

Veja-se que desistir desse tipo de amor não se trata de optar por amar um amor meia boca, mais ou menos, de araque, faz de conta, mas de se sentir capaz de dar e merecer um amor de felicidade, de paz, de encontro. Um amor de empenho recíproco, em que ambos estão buscando dar e proporcionar ao outro o melhor de si.

Depois de tanto tempo de luta e esforço, receber na mesma medida não é má idéia. É do que estou falando.

por Ticcia, às 15:46 de 21.02.2005 - Categoria: Crônicas Cretinas
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DEIXE A MENINA

Sonhei, nada mais nada menos, que o Chico Burque estava apaixonado por mim. Como se não bastasse, no sonho eu DANCEI com ele. Não, não lembro que música era, mas suponho que era Valsa Brasileira.

(suspiro)

É o que eu sempre digo, senhoures e senhouras da platéia: se é pra sonhar, que se sonhe alto.



Sim, eu sei. Ele tem sessenta. Mas nem morta eu trocaria por três de vinte, ou dois de trinta.

por Ticcia, às 14:58 de 21.02.2005 - Categoria: Estórias da Carrocinha
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Da Série CORRESPONDÊNCIA SECRETA: confissões de domingo à tarde...

Lilicita: RRo, es una murrer mui guapa!!! Lo ermano Calerrico es tuo enamuerado??? Se fuere, los dos son mui guapos!!!

Ro: Ninã, elle (hombre mui marró, que tuema las rrédias de la situación) respondió su duda lá en cassa...

Alex: Nosotros somos un casssso de amor, pero no somos nobios.
Yo amo esta murrrer, por supesto!

Lilicita: QUE BIELOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!
por Ro, às 14:45 de 21.02.2005 - Categoria: Correspondência Secreta
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ATENÇÃO MEU POVO!

No próximo final de semana as Megeras aportarão na megalópole!

Sim, sim, sim, as Megeras estarão em Sampa!

Reservem espaço em suas agendas, marquem cabeleireiro, manicure, vão pensando no modelão e nos mandem sugestões de local para realizarmos o mega-super-ultra-über Encontro Megerístico.

por Ticcia, às 11:01 de 21.02.2005 - Categoria: Geral
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Da série: PRA MIM, JESUS!


Fez 50 em dezembro
e nem morta eu trocaria por dois de 25.


por Ticcia, às 10:36 de 21.02.2005 - Categoria: Inventários Inusitados
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Se eu fosse Deus



Deus, deixa eu me transformar em você por um momento?

Eu converteria todos os guarda-chuvas em cogumelos gigantes, as árvores em comadres fofoqueiras e o vento num rapaz rabugento. A chuva teria as cores do arco-íris e as nuvens seriam torta de limão. A lua sempre iluminaria os corpos inflamados dos amantes e as estrelas de prata, companheiras de vigília, com suas vozes melodiosas entoariam canções de ternura e devoção. Os adolescentes passeariam de pônei pelas ruas, os homens de terno risca de giz usariam imensas gravatas borboleta de espuma cor de rosa e as bibliotecas seriam ao ar livre.

Se um pingo de chuva lilás caísse no cogumelo gigante da velha senhora, outros mil pinguinhos lilases espirrariam pelo ar junto com mil pinguinhos azuis e mais mil pinguinhos amarelos. Quando as águas de arco-íris se jogassem do céu para correr céleres entre as folhas - descendo das mais altas até as rasteiras - comporiam corredeiras de Miró. As gotinhas verdes ficariam vermelhas quando tocassem o chão e a chuva colorida formaria poças d'água magenta para os cães vira-lata matarem a sede.

Eu faria brotar flores em todas as janelas: na casinha do subúrbio, na bolsa de valores, no açougue da Jurema. E pintaria as manhãs de púrpura e as tardes de escarlate. Nas noites quentes uma brisa molenga velaria o sono dos cansados, nas noites frias um calor efervescente despontaria de dentro da terra para tomar conta dos ossos carentes. Em todas as cidades haveria uma fábrica de chocolates, onde pessoas pequeninas embalariam sonhos em laços de celofane e o mordomo de casaca laranja, parado no portão, convidaria a todos para entrar com uma almofada de veludo roxa coberta de bombons.

Continua aqui...
por Ro, às 02:00 de 21.02.2005 - Categoria: Apoplexia Poética
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