21.12.2005
Da Série CONVERSA SECRETA
- Por que tu não fazes um molhinho de gorgonzola?
- Como se faz?
- Facinho. Leite e farinha, mas deixa bem líquido. Mais líquido do que tu imaginas, depois vai esmagando o gorgon...
- Vai ficar duro, Ti. É pra servir quente?
- Não, é pra servir frio, por isso que tu tens que deixar bem líquido... Ai, agora ele vai cantar com o...
- Rogério Faustino.
- Tchau.
- Tchau. Depois te li...
Tu tu tu tu.
E assim é vida, senhoras e senhores da platéia.
MALÍSSIMA
Irene Ravache. Lindona. Gostosona. Deus me ajude a chegar na idade dela assim.
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Fernandona. De terninho branco, golinha alta, brincão. Idem.
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Glória Pires loira. LOIRA. A mulé já interpretou cabocla. Deus me ajude a não perder o parâmetro e deixar ir o boi com a corda. Idem para a translumbrante Camila Pitanga. Que são aqueles reflexos doirados, modeuso? NADA a ver.
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A governanta da Glória Pires deve ter contrato de exclusividade de papel. Deve ser a quinta vez que ela faz governanta, mas vamos combinar que o cabelim chanel podia ter ganho ãpigreidi.
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Vera Holtz é ótima atriz. Mas aquele sotaque do Zé Dirceu não é possível.
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Vestidins da Cláudia Abreu que custam mais de mil reais são lindjos. Mas sabendo que a moça é prejudicada verticalmente, podiam evitar os comprimentos máxi. Ainda mais pra pegar ônibus e freqüentar oficina mecânica.
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Gianechini tá um ssspetáculo. Suponho que a pomada que ele usa no cabelo é graxa da oficina escabelado cuidadosamente pelo Wanderlei Nunes. Mas ele eu desculpo.
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(Intervalo pros comerciais)
O comercial da Gol com o passarim andando de busão é das coisas mais fofas e inspiradas da década. Clap, clap, clap. Ainda mais com trilha de Dois Passos do Paraíso.
Já o Thiago Lacerda pelado no comercial da Marisa tá de chorar no cantinho. De desespero.
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Madre Santa, o tamanho da orelha do Lima Duarte é a prova irrefutável que ele e o Marcos Palmeira são parentes.
E tem DNA símio na família.
O CALENDÁRIO BUnDISTA DO MEGERAS DIZ HOJE:
Entre ser mal entendida e ter de explicar uma ironia, opto pelo primeiro,
certa de que não perco grande coisa.
VERÃO.
Que venha o sol e a generosidade quente das ruas cheias de gente, das pernas de fora, das blusas de alça, dos chinelos de dedo. Que venha o sol e a cerveja gelada, o chope, a caipirinha e as mesas na calçada. Que venha o sol e as paixões de verão, o incômodo calorão, o asfalto quente, os mosquitos, o sorvete, o picolé, o frapê, o suco de manga, a pitanga madura, a rede na sombra, a água de côco, a tornozeleira. Que venha o sol e a pele tostada (a dos outros, não a minha, que continua branquinha), as boas energias, a brisa do mar, as tempestades ao fim de tarde, a chuva de granizo, os domingos embaixo das árvores, o churrasco com mesa no pátio, o banho de mangueira, amigos na piscina. Que venha o sol e a tarde mais longa, a noite curtinha, o engarrafamento da freeway, os leques de papel, os vestidos soltinhos, o suor no pescoço, a carona de moto, o milho verde na praia, o pastel de siri, o camarão da lagoa, a cidade menos lotada. Que venha o sol.
HELLO, STRANGER.
Há algum tempo, uma leitora me mandou um mail de tom muito grave e preocupado, pedindo ajuda. Estava ela às vésperas do casamento e, revirando o armário do namorado, encontrou vários apetrechos sexuais. Estava muito triste e insegura, chocada com as “tendências anormais” do moço, pois, apesar de achar que ele não exigiria usar nada daquilo com ela, estava com medo de casar e o rapaz ir buscar tais práticas fora do casamento, ou de querer fazer com ela, ou ainda, de ele não se satisfazer com o tipo de relacionamento que tinham e iriam ter. Também receava falar com ele sobre o assunto, porque teria de admitir que remexeu nas coisas dele e isso poderia causar até o fim do relacionamento.

Oras. O problema aqui não me parece ser a suposta incompatibilidade de preferências sexuais das criaturas. Isso, realmente, neste caso, é o de menos. O grave, grave mesmo, é a pessoa estar à porta de um casamento com alguém de quem ainda revira os armários para obter informações e não tem a tranqüilidade de poder falar sobre qualquer coisa.
Aí eu lembro do livro da Bruna Surfistinha, na parte do livro (O Doce Veneno do Escorpião) em que ela dá dicas para os maridos e diz que ele deve propor o que tem vontade, sim, com jeito, carinho, bom humor e tals, mas se tiver alguma "tara" muito esdrúxula (não, ela não usa esse termo), aí é melhor não arriscar escandalizar a digníssima e ir procurar "uma profissional".
Que a gente nunca conhece o outro completamente, é fato. Não conhece porque não viveu, nem nunca terá vivido, todas as possibilidades (felizmente). Sempre pode haver uma determinada circunstância ou episódio onde a gente vá ficar completamente surpreendido com o outro, apesar de conhecê-lo muito bem. As variáveis de momento, causa, efeito, circunstância, humor, evento, são infinitas e têm infinitas combinações, mas a possibilidade e a tranqüilidade para falar e se mostrar (e, veja-se, a possibilidade - não o dever ou a obrigação), perguntar, inquirir, explicar, pedir, discutir, negociar tem de existir entre duas pessoas que pretendem conviver e que pretensamente se amam. Se vão concordar, transigir, gostar ou não, aí é o segundo momento. Antes precisam se conhecer de verdade (ou estarem realmente dispostas a isso).
TUDO PELO SOCIAL...
A escritora já declarou
em entrevista que a pessoa faz qualquer coisa por audiência. Todo mundo é tistimunha da mentira deslavada mas, depois que a fama tá feita, o negócio é deitar na cama. E como toda gente sabe, a pessoa não tá com ânimo pra choradeira no momento, logo, vai partir direto pra apelação
mesmo, por que 1.300 acessos por dia é uma média muito baixa!
SE COCEM!!!!