13.12.2005

ÔU IÉS!



Ganhei o Prémio Rosa-Cueca 2005 - Gajedo Feliz
da RITITI!!

EGOdzila está descontrolado,
já avança sobre o Atlântico para molhar as patinhas.
Ele adora um sotaque, pá.


por Ticcia, às 18:21 de 13.12.2005 - Categoria: Ali Jabah
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PEQUENO CONTO PARA LEVAR CONSIGO.

A menina tinha um amigo. Seu amigo era triste e não falava, sorria quase nunca e, quando sorria, economizava dentes como se ao sorrir sentisse dor ou cometesse um crime. Apesar de menino, não tinha sonhos, não sabia de abraços ou beijos, não conhecia brinquedos. Praticamente não falava, comia como se não soubesse o que era fome e bebia sem nunca ter tido prazer de matar a sede. Era um menino de quem ninguém lembrava porque fazia questão de ser esquecido e, de não ser lembrado, também de ninguém tinha recordações. Era muito quieto e silencioso, tanto, que era quase imperceptível. Nunca entendeu de alegria, nunca ouviu nada de felicidade, nunca experimentou amor nem em página de livros. O menino só sabia ler histórias tristes e só para ele mesmo, porque nunca lhe haviam contado outra coisa ou lhe dito que havia outro jeito. Um dia, depois de não o ter visto durante muitos anos, a menina finalmente o viu. Era uma tarde que chovia e fazia sol e tornaram-se amigos. Ele olhava para ela com olhos cada vez mais atentos e admirados. Ela sorria, contava histórias, sonhava, lhe dava abraços e beijos, mostrava brinquedos, fazia comida, dava de beber, lembrava dele e de cada palavra que tinha dito e lhe pedia que lembrasse dela. Ele então podia ser um pouco parte do que ela era e daquilo tudo que nunca pudera ser. Um dia o menino foi embora e não levou nada: nem os sonhos, nem o riso, nem os brinquedos, nem a fome, nem a sede, nem as alegrias, nem o amor, nem as histórias, nem as lembranças. Só muito mais tarde a menina entendeu que o menino fora seu amigo para trazer e não para levar. Ele tinha deixado para sempre seus olhos com ela.

por Ticcia, às 15:40 de 13.12.2005 - Categoria: Estórias da Carrocinha
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Da série GLAM: (SUSPIRO).



por Ticcia, às 14:44 de 13.12.2005 - Categoria: Artes e Artifícios
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O primeiro autografo foi para... a pessoa comprar um AP na Riviera em 10 anos...

Após o almoço, aquele cafezinho básico. E eis que Roberta Arabiane encontra um colega de repartição, que também é professor no mestrado e escreve poesias e tem blog.

- E ai, como vai aquela tua amiga escritora? Eu a vi numa entrevista na TV.
- Tá ótima. É aquela ali na mesa.


Ele abana e sorri efusivamente para a escritora sentadinha com ar blasé e olhar disperso. Nota-se um tênue olhar de admiração.

Ela levanta as pestanas imaculadamente cobertas com rímel Chanel, em total compasso com o antebraço, onde reluzem unhas bem feitas e um certo anel de brilhantes, e mexe apenas os três últimos dedinhos num cumprimento singelo. Não se dá ao trabalho de sorrir. Depois, lentamente abre o cardápio e põe-se a escolher o pedido, que é o que realmente lhe interessa.

Quando as criaturas tão SISI (si sintindo...) é foda, viu!

por Ro, às 11:49 de 13.12.2005 - Categoria: Estórias da Carrocinha
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COM-PLE-TA-MEN-TE DIFERENTE.


Imagem de PortoImagem

A moça acaba de se mudar do calabouço sem janelas e sem ar para uma sala com vista linda, de onde pode-se ver barcos deslizando no rio.

Ah, AGORA SIM!

por Ticcia, às 10:05 de 13.12.2005 - Categoria: Miudezas em geral
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Por que os bárbaros também amam...

por Ro, às 01:12 de 13.12.2005 - Categoria: Artes e Artifícios
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