07.01.2005
Da Série VÁ JÁ PRO TANQUE, MULHER!
VAI PRO TRONO OU NÃO VAI?
Ticcia andando lépida, faceira e sorridente pela Rua da Praia (no centro de Porto Alegre, que não tem praia coisa nenhuma). De repente, não mais que de repente, ouve a seguinte frase, sussurrada sensualmente próxima ao seu ouvido:
"- Volta para a caixa, bombom!"
O querido, mulato, 1,80m e picos, costas largas, segue caminhando como se nada tivesse acontecido.
Ticcia totalmente désolée com o fato de ter recebido uma cantada tão bem dada e o gostoso nem ter pedido o seu telefone.
Festa no Apê
O sucesso do momento é a sofisticada música do Latino. Aquela do bunda lê-lê. Em Punta tocava uma versão em espanhol cantada por uma racha. Mas Bebel me avisa que já ouviu em alemão e inglês. O que me leva a crer que o bom gosto musical se espraia pelo mundo com a velocidade da luz. E a pergunta que me tira o sono é se o Latino é o verdadeiro pai da criança. Oh, dúvida cruel!
FIIIIIIIIIIIIIIIIIIITTTTTTTTTTTTTSSSSSSSSSSSSS
Hilda, a gata, como todos os gatos, adora passarinhos. Adora não seria bem o termo. Digamos que ela tenha uma predileção especial por esses bichinhos emplumados e voejantes.
Tanta predileção, que ao constatar que havia um ninho em cima do ar condicionado, Hildolina dedicou dias e noites a remover a espuma de vedação da volta do aparelho na esperança de conseguir apoderar-se daqueles serzinhos emissores de “pi-pi-pi-pi”. Felizmente, para eles, e desgraçadamente, para a esforçada Dolina, tudo inútil. A gata continuou muito tempo ouvindo os pi-pi-pi-pi dos provocantes passarinhos e quase morria de ânsia. Pulava, miava, arranhava e nada, tadinha.
Seu programa de janela preferido é o das 6 da manhã e o das 7 da noite. Entra e sai de passarinhos do ninho, revoada de passarinhos nas árvores perto do prédio. É hipnose absoluta. Nem catnip tira ela do parapeito.
Vai daí que chego eu em casa, esbaforida e cansada e sento no sofá. Hildolina vem até mim, mia e corre para o quarto. A cena se repete e repete e repete. Que é isso, Doda? Ficou lôca? Vai e volta e eu estirada no sofá, até que ela vem com um passarinho na boca e coloca sobre o meu chinelo, com a maior cara de “ó, presente procê”. Felizmente o bichinho já estava morto, mas eu fiquei mais de semana achando peninhas cinza pelo quarto e dizendo para ela:
Tadinho do passarinho, Doda, gata má. E ela com aquela cara de
Um dia da caça, outro do caçador.