30.01.2005
Sem falar nos intérpretes da trilha sonora...

Chorei como uma vaca!
29.01.2005
MELEGÊ - VEM VOCÊ TAMBÉM, VEM!
A glamurização é a palavra chave da Elegância e da boa educação. Com este muderno conceito em vista, a lenda viva
MILTINHO TALAVEIRA, em mais uma de suas consagradíssimas campanhas, abençou a nós, mortais, com a ONG
Movimento pela Glamorização do Litoral - conhecido no mundinho Hype como
MELEGÊ.

O Grande Mito das Pistas, MILTINHO TALAVEIRA.
O
MELEGÊ tem por objetivo básico a Estética, sem muitos requintes.
Megeras Magérrimas apóia integralmente o movimento e, inclusive, participa ativamente (às vezes passiva também rola) das atividades da ONG.
[clique aqui para ler o texto na íntegra]
26.01.2005
Da Série MMs - MOMENTO MULHER
Tá, sei que vai parecer pedante, mas eu preciso dar o meu testemunho e contribuir para o desenvolvimento da humanidade:
Óleo de lótus e creme a base de cânfora e uréia.
Não há nada melhor do que sair da repartição às 17hs e dedicar-se ao agradável ofício de cuidar de si mesma.
Creiam irmãos, absolutamente nada se compara a ficar uma hora inteirinha lá, na caminha com lençóis de algodão branquinhos.
Aleluia, aleluia!
25.01.2005
Todo mundo sai do cinema em síncope...
23.01.2005
Honestidade embaraçosa...
Sexta-feira você tem uma sessão de terapia desafiadora. Passe o resto do dia tentando deglutir as descobertas. Você ainda não conseguiu. Ok. Beleza. É assim mesmo. Leva tempo. Dias. Semanas. Meses. Tem gente que não consegue nunca. Com você não vai acontecer, afinal você esqueceu o óculos no sofá da terapeuta: quer ver. E desejar ver é meio caminho, antes de definhar. Faça o seguinte: depois da seção pedalada-no-rim de sexta, vá ao cinema no sábado e assista
este filme. Você perguntará:
E as lágrimas? E a falta de ar? E o embrulho no estômago?. Eu respondo, bobagem! Monte um blog e poste sobre o assunto quando você estiver inchada, desamparada e sem sono.
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Mas vocês pensam que acabou? Pensam? Pois não acabou. Solineuzza,
mui amiga, manda a trilha sonora do
filme por e-mail para as Megeras. No domingo você vai almoçar com a marida. Chega no restaurante e a mimosa está esperando. Vocês se olham. Tudo bem? Tudo. Tava ouvindo a trilha do filme e tentando passar o rímel no meio da choradeira. Ti, eu nem dormi. É!? É. Vamos comer? Vamos.
18.01.2005
DICAS PRÁTICAS DA RACHA MODERNA: Como Arrumar e Manter um Bofe
1) Demarque qual o tipo de Bofe você quer. É essencial saber o que espera do camarada, como e quando quer vê-lo e o que deseja fazer com ele.
2) Freqüente lugares coerentes com o perfil do Bofe que você mesma escolheu. Um Bofe Bem que adora sair pra balada, não vai se satisfazer assistindo o DVD da
Bonequinha de Luxo tranqüilo em casa.
3) Se o Bofe já avisou que só quer fubamguear, acredite. Desfrute o corpinho dele enquanto pode e não tente torná-lo um devoto do namoro sério.
4) Equilibre razão e tesão. É saudável batalhar pelo Bofe que você está a fim, mas a tisgura não pode lhe impedir de enxergar os outros Bofes Bem a sua volta.
5) Não demonstre ciúme em público, jamais. Inverta a situação. Se a racha está se jogando pra cima dele e o egão do cidadão está descontrolado, mire seu olhar num mais bonito e se atire. O bocó que corra atrás do prejuízo depois.
6) Fidelidade é relativo, lealdade é fundamental. O compromisso é sempre o resultado do amor e nunca o contrário. Não confunda a conseqüência com a causa.
7) Não espere que o Bofe se comporte como uma racha. Quanto mais você entender o comportamento masculino, mais Bofes vai ter a seu lado. Arrume uns amigos gays e aprenda com eles.
Aproveite a experiência anterior do parceiro. É lógico que o cara tem um passado, assim como você também tem. Ou a mocinha está querendo bancar a Professora Mestre de querubins virgens?
9) Quando o Bofe quiser ficar sozinho ou sair apenas com os amigos, equilibre-se no salto. Por si só, isto não é rejeição. Encare como uma necessidade masculina de extravasar palavras de baixo calão. Provavelmente ele quer um tempo para recuperar sua identidade.
10) Bofes se sentem sufocados quando você os controla. Se você é do tipo General, querendo estar sempre ao lado dele, outra tomará o seu lugar, certo! Como diria o Nei Lisboa: “
Se amas por nós dois, de mim já não precisas mais.”
15.01.2005
Oliver Stone retrata Alexandre como um astro em busca da glória e da fama, que vai impelindo a si mesmo e aos que o cercam rumo a uma invisível conquista da humanidade, que ameaça não ter fim.
"Alexandre" conta a carreira militar estarrecedora do rei macedônio (Colin Farrell), que morre com 32 anos de idade, cujas conquistas lhe valeram o apelido de "Alexandre, o Grande" ou "Alexandre Magno".
Os figurinos são lindos mas o filme agrada muito mais quando os atores despem-se deles. Quem espera assistir cenas de impacto visual comparadas à Tróia, pode esquecer: as paisagens se repetem e a música de Vangelis é um horror aparentemente interminável que não ajuda.
O filme não se transforma em enfadonho graças as cenas da batalha de Gaugamela, em meio a nuvens de poeira amarela, as tomadas da Babilônia, com seu lendário jardim suspenso, as coxas do Colin e a beleza absurda do Jared (que tem poucas falas mas transmite o turbilhão emocional do personagem com o olhar).
Oliver Stone apresenta um Alexandre de longas madeixas loiras, em estilo Brad Pitt, com figurinos e maquiagem que afeminam o guerreiro. Mas é só. Colin Farrell é tão ortodoxamente heterossexual que a feminilidade nele se torna falsa. E olha que o bofe se esforçou! No filme, apenas a cena em que ele beija o dançarino aparece, e o astro reclamou por que cortaram a cena do beijo entre ele e Jared (de língua) na qual aparecia nu.

Hephaistion, no campo de batalha.
A beleza de Hephaistion (Jared Leto) é tão grande que, em si mesma, já o torna quase feminino - somada aos olhos claros e as longas madeixas - apenas os músculos cuidadosamente esculpidos é que não permitem à platéia esquecer a condição masculina de Hephaistion. Fofocas dos bastidores dão conta de que quando Colin Farrell foi apresentado a Jared Leto sua primeira frase foi a exclamação
"Puxa, como você é bonito!". Eu digo o mesmo.
Mas não se engane; não é a beleza do ator que rouba as cenas. É o olhar. Olhar esse que fica evidente na tomada onde a princesa da Babilônia confunde Hephaistion com o imperador, provocando riso de escárnio nos macedônios. Jared não diz uma única palavra, mas fica palpável o constrangimento do personagem: pelo engano da moça e por logo com quem ela foi se enganar.
O grande amor da vida de Alexandre é Hephaistion. Seu casamento com Roxane é visto como artifício que visa unificar o império e gerar um herdeiro para o monarca, o que contraria os contos históricos que mostram Alexandre também as voltas com orgias envolvendo muitas mulheres.
Esse alías, é talvez o maior erro do diretor: a ausência de um mergulho profundo na sexualidade do personagem. O filme passa o tempo todo insinuando sem nada mostrar e o que aparentemente pode parecer uma delicadeza do diretor para com os conservadores, retira toda a tônica da história. Stone acabou desagradando os heterossexuais retrógrados e certamente vai desagradar os homossexuais. Se o filme mostra sexo entre Alexandre e uma mulher (numa cena patética, diga-se de passagem), por que não mostrá-lo com um homem?
Para quem entende um pouquinho de psicologia fica evidente, com um papai daqueles, o porquê do filhinho sentir atração sexual por homens. Se o filme foi baseado em relatos históricos de como os gregos educavam e criavam seus filhos, sim, a sociedade da época não tinha outra saída além do bissexualismo.
Fora as pérolas da "sabedoria" paterna:
"as mulheres são mais perigosas do que os homens", "um rei deve saber que precisa ferir aqueles a quem ama".
Mas isto, senhoras e senhores, vale o filme...

Colin Farrell e Jared Leto.
Embora eu esteja anciosa mesmo é pelo DVD, com as cenas cortadas...
14.01.2005
THE GIRL IN THE OTHER ROOM
Roberta Arabiane comunga do entendimento de que existem apenas três Divas vivas atualmente: Madonna, Paloma San Basilio e Diana Krall. Estamos falando de
DIVAS, escrito com
LETRAS GARRAFAIS.
Amor, prepara a montaria que eu acabo de comprar nossos ingressos. Bem na frente.
JAZZ na Fashion Rio
Apreciadores de jazz, os idealizadores da grife Mac Mara apresentaram quarta-feira a coleção outono-inverno em meio a um cenário boêmio inspirado nas canções de Billie Holiday. O desfile foi aberto com a participação da cantora Leila Maria, apenas acompanhada de um pianista, enquanto as modelos entravam na passarela. Durante todo o tempo a dupla continuou a cantar e tocar jazz, acompanhada por batidas eletrônicas.
A griffe apresentou uma coleção que abusa das peças transparentes com decotes profundos, remetendo aos anos 1940, que foram combinadas com saias plissadas abaixo do joelho.
Eu não assisti ao vivo, mas adoraria tê-lo feito. Especialmente para ouvir.
13.01.2005
OUVE-ME ENTÃO COM TEU CORPO INTEIRO*
Se Hilda Hilst é meu pai, Clarice é minha mãe.
Li Água Viva aos 12 anos por recomendação de uma professora. A minha reação foi de incredulidade e alívio. Primeiro porque eu nunca imaginei que fosse permitido escrever assim, sobre um tudo que não se vê, um tudo que subjaz (até então) intraduzível, incodificável, em algo que não fosse poesia. Depois, porque soube que se escrever assim era possível, era assim que eu gostaria de fazer.
Nunca mais reli Água Viva, nunca mais quis voltar àquele livro. Medo de morrer, acho, de voltar e enlouquecer ao fazer caber em mim, agora, a emoção da menina de deu a mão à Clarice e sua solidão de mulher. Mas li e reli outras coisas dela, quase todas, e cada vez, desisto mais um pouco de escrever e mais um pouco tenho vontade de viver da escrita.
O Instituto Moreira Salles lançou uma edição especial dupla dos Cadernos de Literatura sobre Clarice. Um luxo.
Conversando com o Kiefer, ele me diz que ela hoje é a escritora brasiliera mais estudada no mundo. Pudera.
Se você não leu, leia. Tudo. E descubra a genialidade dessa mulher que traduziu com perfeição sentimentos, sensações, vida.
*Água Viva, Clarice Lispector
05.01.2005
LA NONNA
A peça teatral
LA NONNA estará em cartaz no projeto Porto Verão Alegre no
Teatro do SESC, dias
8, 9, 14, 15, 16, 21, 22 e 23 de janeiro - às 21:00 horas.
A peça é fenomenal. Para vocês terem uma idéia, assistia à peça no ano de estréia (12 anos atrás) acompanhada de Paulinha, a irmã mais velha onze anos mais nova, e reasisti mais três vezes. Não percam.
Mais detalhes
aqui.