Falaí, otoridade!
Em cidade pequena,
qualquer detentor de cargo público vira autoridade. Juiz, escrivão, promotor, oficial de justiça, funcionário da Receita Federal, delegado, tudo isso tem toda uma
mitologia e ritualística próprias. Todo mundo sabe quem você é (o cargo que ocupa).
Nossa querida
co-editora e colaboradora assídua Rô, assumiu cargo público em Fred West, cidade de pequena do interior do estado. Fala maravilhas e horrores de lá. Dentre as maravilhas, como tudo é barato, tudo é mais simples. Dentre os horrores, a falta de opção, o horário de funcionamento do comércio e o fato de
TODO MUNDO saber quem é ela, o que ela faz, da onde veio, onde vive, quantas gramas de sorvete come no buffet.
Robertinha comprou uma
saia que precisava de ajuste. A dona da loja não só indicou uma costureira como
LEVOU-A até lá. A costureira disse que aprontava a saia pro
MESMO DIA. Cobrou
baratim, baratim. Quando Rô voltou para buscar, a senhora alcançou uma
caixa, lindamente decorada, forrada de tecido. Dentro, a
saia envolta em papel de seda,
passadinha, um brinco. Como se não bastasse, a costureira pediu que ela
não reparasse no pacote.
Agora, vamos combinar,
tem suas vantagens, né, Roberta?