10.05.2004

Show da Sandrinha Reis (versão da namorada)

Vocês devem lembrar que na quinta-feira passada a Robertinha tinha uma seção de autógrafos às 19hs e um show às 21hs.
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Flask Back

Às 18:53min, do dia 06 de maio, chovia torrencialmente em Porto Alegre. A Roberta com um carro novinho na garagem não ia mofar dentro de um taxi (porque a falta da carteira de motorista era um mero detalhe, insignificante). Emplacou a primeira e foi, rumo ao Shopping Praia de Belas.
No caminho entre a casa dela e o shopping (o percursso atravessa a cidade) ouviu algumas buzinadas. Nada preocupante! Chegou no local e resolve estacionar na garagem da rua (nem lhe passou pela cabeça subir em espiral a rampa de acesso até a garagem do shopping). Tudo tranqüilo.

Na fila de autógrafos, descobre que o bofe bem em potencial tem na-mo-ra-da. Bonita!!! Rô desconfia que limpou o chão com o manto sagrado, mas não comenta o fato com ninguém.

Saiu do Shoping às 20:02min em direção ao Teatro do Sesc (para encontrar-se com a mega-ultra-uber escritora). Sem o menor aviso prévio, converteu à esquerda, contra-mão na Av. Sete de Setembro.
Assim que percebeu o pequeno equivoco, parou o carro nos fundos da Casa de Cultura Mário Quintana. Muuuuitas buzinas foram ouvidas e os dois taxistas que estavam estacionados no ponto de Táxi olhavam fixamente para ela. Começou a manobrar o carro, de ré, para efetuar um giro de 360 graus. O carro apagou duas vezes até que ela conseguisse a posição 180 graus. Como Deus existe, a dianteira do carro ficou apontada para aquela ruela ao lado do prédio dos Correios e Telégrafos cujo nome não recordo. A feliz motorista não pensou duas vezes: entrou contra-mão na ruazinha e saltitante converteu à direita, na Av. Siqueira Campos. Conseguiu chegar ao Teatro antes do horário marcado, sã e salva e com o carro inteirinho.

No Teatro, lépida e faceira: mulheres. Mais mulheres chegando. Só mulheres! Nenhuma maquiada! Alguns homens, lado a lado. Opa! Tá parecendo o Sungas Bar!

Às 20:30min, chega a escritora. Vestido preto, botas de cano longo e salto fino, casaco sete oitavos em tons de caramelo. Maquiada. Belíssima. Foi acompanhada do irmão número um e da cunhada número um.

"- Ah! Finalmente um casal hetero! Tíccia, aqui só tem sapa e veado!!!"
- Rô, fala baixo!
- Não quero saber, já que é festinha raimbow, vem pra cá gostosona!!! E já vou avisando, se alguma dessas sapas ousar chegar perto da MINHA mulher, faço o açucareiro. Não é pra rir! Tô falando sério, Patrícia!"


Na fila começaram os reconhecimentos: "Tu que és a Tíccia? Oi, tu que é a Patrícia? Blá, blá, blá..."
Elas entram de maozinhas dadas. De vez em quanto, a Rô fazia um carinho na nuca da Tíccia e depois colocava o nariz na orelha da outra, para deixar bem claro que a mulher tinha dona.

O Show foi maravilhoso. Entre Rubem Alves e Fernando Pessoa, a Sandra Reis escolheu dois textos da Tíccia para começar o espetáculo.
E a Patrícia ficou com aqueles imensos olhos negros marejados de lágrimas. Não deixou-as escorrer (nada de borrar a maquiagem, meninas. A mulher é de uma crasse!!!), mas as mãos tremiam, levemente. No meio da apresentação, a cantora pediu que ela abanasse da platéia, porque não a conhecia pessoalmente. Ela acenou meio envergonhada (mas tava adorando aquilo tudo).

Após o show, foram conhecer a Sandra de perto. Super simpática, talentosa, bonita, gentil, carinhosa. Os amigos dela idem. Tiveram tratamento vip.
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Galera, eu ADOREI ser namorada de celebridade. Acho que tem tudo haver. Foi super presença! Na boa, mesmo. Se ela fosse homem, eu juro que DAVA pra ela!!!

Uma noite de quinta pode ser perfeita...
por Ro, às 16:52 de 10.05.2004 - Categoria: Geral
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Eu e você, você e eu

"Quem não tem colírio, usa óculos escuros; Quem não tem Roberta, bate a cara contra o muro."
(Ticcia Seixas)


Quinta-feira no show da Sandra Reis. Roberta entrou em campo para substituir o ser ignóbil que tinha comprometido-se a ir comigo e chegar CEDO. Roberta chegou CEDO, antes de mim, até. O SI (ser ignóbil) chegou depois da hora marcada para o show.

Resultado: fiquei na área reservada para convidados com a Roberta fazendo o maior estilo minha namorada e mandei o SI sentar lá trás. Depois do show, despachei o SI e adivinha quem me acompanhou ao coquetel? Ro-ber-ta, que é chic, que sabe segurar taça de champanhe, que é um amor, que é bem humorada (apesar de não ter tido um dia dos melhores - aliás - tendo um dia dos piores).

Finda a função, encontrei o SI para colher a seguinte pérola em forma de comentário:

"Demoraste, hein?"

Nada sobre o show, nada sobre os meus textos lindamente declamados pela Sandra, nada sobre a minha roupa, nada sobre o assédio do pessoal depois do show que foi me cumprimentar. Nada. Mas não há de ser nada, disso tudo já tinha falado a Roberta.

Fim de semana de dia das mães. Filhos visitam suas mães acompanhados de seus respectivos cônjuges, namorados, noivos, certo? Certo quando os filhos possuem um desses acessórios de luxo. Se não têm, ficam lá, com aquela cara de restolho, de enjeitado. Muito pior se for o filho(a) mais velho(a). Que, claro, É O MEU CASO.

Marcelo, irmão n.° 1, com Cris, a cunhada n.° 1. Paulinha, irmã mais velha onze anos mais nova com Marcos, o cunhado predileto, querido e apaixonadíssimo (pela Paulinha, claro). Simone, a ex-mulher de Maurício, irmão n.° 2 ( desnaturado que ficou em Porto Alegre com a namorada), com o namorado novo e querido e apaixonado e com sua filha, Milena, minha sobrinha e afilhada (a família feliz). Vó Nininha e Vô Paulo, 56 anos de casados, ainda de mãos dadas durante o almoço. Por fim, Megera-Mãe e Megero-Pai, na coordenação dos trabalhos. E eu. Euzinha. A deslocada, desacompanhada, encalhada, divorciada.



A-há! Não contavam com a minha astúcia!


Levei a Roberta! Que foi de longe o piolho pegado, ou o agregado das pilchas (como se chama no RS os namorados, maridos, etc), mais festejado do fim de semana. Vó Nininha adorou (mostrou 36 colchas de crochê para a Rô embasbacada). Vô Paulo adorou (queria por força que a Rô fosse conhecer a casa toda, até o pátio). Megera-mãe adorou (a Rô devorou todo o doce de receita nova que ela estava testando). Megero-pai adorou (a Rô chama ele se "Seu Cacá" e ele adooooora).

Tá vendo? Quem tem Rô tem tudo.

Pena eu ser assim TÃO HETEROSSEXUAL.


por Ticcia, às 11:34 de 10.05.2004 - Categoria: Geral
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