1) Por que es tan confuso haber confirmación de estadía em los hoteles de Punta Del Este?
2) Solamente ahora entiendo El Finado, que en el año que cambio, en Carnavale, no reservio instalación.
3) Gay Harbour se encuentra a 720 km de distancia y usted ya hacer por vía terrestre, en auto propio.
4) Las diferentes rutas están en muy buenas condiciones. Uno de los trayectos principales y más interesantes es el de la ruta Interbalnearia.
5) Para llegar a su destino final, Dios garantira su seguridad.
O que eu mais gostava dos Natais da minha infância eram a chegada dos cartões, que eram pendurados por mim no arranjo feito pela Vó Nininha (cada ano um diferente), embrulhar presentes na tarde do dia 23 e os preparativos culinários da véspera.
Eu achava uma delícia olhar aqueles cartões enfeitados, dourados, coloridos. Quando chegava em casa do colégio, tinha sempre uma pequena pilha deles me esperando. Eu abria os envelopes, entregava para minha vó ler, depois pendurava um por um. Ia escolhendo os mais bonitos e pendurando em lugares estratégicos. Depois do Natal, eu elegio o mais bonito de todos.
Na tarde do dia 23, minha vó espalhava aquele monte de presentinhos sobre a grande mesa da copa (ela tinha 7 irmãos, três cunhados, oito sobrinhos, quatro filhos, três noras, um genro, 12 netos, etc...) e a gente ia escolhendo entre os muitos canudos de papel, qual ia embrulhar o que, qual combinava com que fita. Conforme passavam os anos, eu progredia na hierarquia da linha de embalagem, de cortadora de durex a embrulhadora oficial.
Na véspera de Natal, o dia começava muito cedo na cozinha da casa antiga e pé direito imenso. O peru já estava temperado e ia para o forno, minha mãe era encarregada dos fios de ovos, havia que preparar a comilança para aquela gentarada toda (uns trinta e tantos) que faziam na casa da Vó Nininha a festa de Natal. Muito pequena, eu prometia ficar só no canto, longe do perigo do forno. Aos poucos fui sendo aproveitada para pequenas tarefas que não requeriam uso de faca, nem envolviam nada quente. A cozinha da véspera de Natal tinha um dos melhores cheiros da minha infância.
O Natal foi mudando e hoje está tudo diferente. Eu já divido a cozinha da véspera com a Vó Nininha e ela me pede opinião em tudo. Combinamos eu, ela e minha mãe o que será feito e boa parte sou eu mesma quem faz.
A fartura dos presentes foi substituído pelo indefectível e abominável amigo secreto, já que hoje ninguém mais consegue comprar quarenta "lembrancinhas". Mesmo assim, quem é incumbida de embrulhar sou eu, que fiquei viciada em fazer pacote de presente.
Mas dos cartões não sobrou nada, ou quase nada. Nesse mundo em que a gente esqueceu que existem cartas, cartão de Natal é espécie em extinção. Pelo menos eu achei que era, até receber pelo correio um cartão lindo, escritinho à mão (meus preferidos) de
uma criatura que eu amo muito, muito, muito e que ironicamente foi esse mundo de pixels e bytes que trouxe.
Obrigada,
querida, por me lembrar dessas coisas que a gente não pode esquecer para não deixar de ser parte do melhor que vivemos. Um beijo, minha linda.