02.05.2006
Da série Seria Trágico se não Fosse Cômico - ÉDIPO, MEU REI. - Fascículo I.
Num oferecimento Megeras Magérrimas, para provar que aqui nós não só mata como também enforca, que nóis semos fútel, mas lemo os crássicos, com vocês, a série
ÉDIPO, MEU REI, a tragédia brasileira, em fascículos colecionáveis, inspirada na
Bíblia Sacaneada do Marco Aurélio, no
Curso de História da Arte da Fal e num texto interessande de uma cara chamado Sófocles que viveu há uns 3.000 anos (porque a gente tem que botar a culpa em alguém, oras).
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ÉDIPO, MEU REI
Fascículo I – SINOPSE
Pra que o povo saiba do que se trata, porque esse troço de diálogo pra cá e diálogo pra lá embanana a cabeça de qualquer um.
A merdança toda começa quando Édipo, menino criado com muito gosto por uma família de classe média média corintiana, tá tomando uma biritas numa sinuca perto de casa e um bêbado gosmento diz pra ele que maçã não dá em pereira, se liga, mané, que tu é muito queimadinho pra ser filho do Políbios polaco. Édipo, que nunca foi santo e vivia em más companhias, se possui e vai peitar o progenitor, que tenta tirar as pulgas de trás da orelha do filho. Mas Pipinho não é bobo nem nada, fica encafifado com a história e resolve então procurar um Pai de Santo vidente da freguesia de Delfos que lhe conta que seu destino é a maior pedreira: vai mandar subir seu papi e dar um trato na sua véia. Desesperado, e nada afins de ser o responsável por fazer seu pai comer capim pela raiz, nem de comungar carnalmente com a mondonguenta progenitora, Édipo arruma as trouxas e deita o cabelo rumo à Tebas, cidade perigosa da baixada fluminense.
No caminho, cruza numa loja de conveniência de beira de estrada com um bando de traficante casca grossa que estavam levando mercadoria pra vender nas bocas. Édipo acaba se desentendendo com um malandro que tirou seu lugar no balcão, tá uns cascudo nele, fecha o tempo, tá e pá e Pipinho acaba incorporando o Jack Bauer e matando a quadrilha toda. Mal sabia ele que havia matado SosLaio, o maior traficante do pedaço. Chegando lá, aclamado pelo povo, resolve dar uma de João sem Braço e botar banca com os bagulho arrecadado e fama de matador. Assume então a chefia do tráfico em Tebas, herdando, excrusive, a viúva do chefão: Jô Casta, uma mulatona de parar o trânsito.
O problema é que as otoridade ficam sabendo que trocou a chefia da malandragem e resolvem dar batida dia sim, noutro também, passando o caveirão na favela e deixando os barraco feito peneira, uma verdadeira praga de madrinha. Mandam avisar que só vão aliviar os lados dos mano a hora que alguém acagüetar e der nome e sobrenome ao fulano que encheu SosLaio de pipoco.
É exatamente nesse clima que a tragédia vai começar. (No próximo fascículo)
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