24.04.2006
Da Série CORRESPONDÊNCIA SECRETA: mensagem de um visitante anônimo
Oi, Rô
Meu nome é Bia Mondolfo. Sou carioca e leitora do Megeras há uns dois anos. Nestes últimos dias, fui no arquivo de vocês e li mês a mês, desde o início. E aconteceu uma coisa interessante. Lembra um post que você escreveu sobre o olhar? De quem nos olha e não nos vê? Na época eu li, concordei, mas achei um tom acima do necessário e tal. Mal humorado mesmo. Esta história do olhar também me acompanha. Por isto, quando você postou, não passei batida. Mas agora, relendo, foi outra coisa. É exatamente isto, Rô. Você cravou no ponto. E quis falar com você ( mandei um e-mail pra Ticcia também) porque neste momento a leitura do Megeras está tendo uma outra dimensão. Maior e mais profunda. Vocês são duas pessoas que valem a pena. Sem máscaras (tirando a Solineuzza nas fotos, hoho). Mesmo virtualmente, tem sido um ganho pra mim a convivência com vocês. Tudo de bom pra você.
De todo o coração
Bia
Tem certos acontecimentos que nos fazem questionar o porquê de se escrever num blog e, algumas vezes, pensamos em terminar com ele. Mas daí acontece de recebermos uns e-mails como este da Bia. A memória regurgita e dá conta bem facim do porquê.
PERFIL DATABASE DO LEITORADO. (Resultado parcial)
POST DE POESIA: 5
x
POST DE HOMI GOSTOSO: 26
CAMBADA DE ASSANHADAS!
POEMA DE SEGUNDA-FEIRA AZULINHA.
Quis fazer um poeminha ajambrado
Penteado, arrumadinho, perfumado
Com rima rica, quarto e sala conjugado
E passarinho amarelo em gaiola de treliça.
Com laço de fita no cabelo engomado
Vestido domingueiro bem passado de ir à missa
Um soneto quem sabe até com métrica
Que nem moça bonita esperando por visita.
Quis fazer um poema na estica, bem novinho,
daqueles muito leves soprado por criança,
com canudo, copo e sabão de bolha
Mas a esta altura não me resta escolha
Sou poeta sofrivel sem esperança
Desisto de tudo e mando só um beijinho.
Enquete da semana
Amiga, irmã, caminhoneira...
1. Digamos que você esteja seriamente pensando em cometer um homicídio;
2. Digamos que você esteja certa que este homicídio será investigado;
3. Digamos que você esteja convicta de que vai para a sala de interrogatório;
4. Digamos que você esteja comprometendo a investigação e precise ser interrogada várias vezes;
5. Digamos que você esteja jurada de morte (tipo matou um camarada do Zé Dirceu) e precise de proteção da equipe de investigadores.
Que duplinha você prefere que cuide do seu caso?


Eric Delko and Ryan Wolfe


Warrick Brown and Nick Stokes


Danny Messer and Don Flack
EREMILDOS, UNI-VOS. Atualizado.
Na coluna do Gaspary, Lula é o astronauta do blábláblá:
"Nosso Guia confessou que “teria coragem de ir numa nave espacial”. Não disse para onde, mas uns bons milhões de brasileiros fariam fila para custear sua viagem. Na noite anterior, Lula entrara em órbita, em Porto Alegre, ao revelar que “o Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde”. Com as mordomias que usufrui, tem médico no serviço e hospitais prontos para atendê-lo. Consertou a parte interna do nariz e tem direito a botox-delivery."
Ainda na coluna, Eremildo, o idiota, comenta excertos do livro "Sexo e Poder" organizado por Mantega e editado em 1979. Só lendo pra crer, mosfios, só lendo.
A gente sofre, mas se
adeverte.
Duro de matar 2 -
"Que José Dirceu continuava atuando nos bastidores, todos já sabiam, mas não com tamanho desembaraço. A entrada em cena de Dirceu coincide com um momento em que o PMDB ameaça perfilar com o PSDB em Estados importantes. A primeira aparição foi em Juiz de Fora, no dia que Itamar Franco se lançou candidato à Presidência, operação denunciada por Anthony Garotinho, o outro postulante peemedebista, como de interesse do Planalto. Temendo desgastes à imagem do governo, Lula exige discrição do ex-ministro, apontado pelo Ministério Público Federal como o chefe da quadrilha do mensalão. Agindo ou não nas sombras, a agenda de Dirceu funciona como se ele estivesse no posto de coordenador da campanha. Dirceu até conversou com seu desafeto Tarso Genro em uma cantina de Brasília, quando teriam dividido tarefas. Tarso fica com a articulação do governo com o Congresso e Dirceu com a campanha eleitoral, ocupando um vácuo desde a queda de Antonio Palocci. O que preocupa é a extensão dos tentáculos do ex-ministro, que não se resume à cena política. Cada vez mais Dirceu tem ampliado suas milhas com viagens internacionais e mantido uma forte conexão com o empresariado. Tudo em nome da reeleição. Se algo der errado, porém, basta Lula dizer mais uma vez que de nada sabia." (Coluna de segunda-feira de Klécio Santos em Zero Hora).