"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
Pois então,
CALEXico, aqui está. Imaginem vocês se eu tenho manias e esquisitices?! Nenhuma. Não durmo sempre na mesma cama, não fico sempre no mesmo quarto de hotel, nem sempre faço o mesmo caminho, não tenho sempre o mesmo estilo de vestir ou de escrever, não namoro somente heteros, não beijo apenas gays. Também não tenho nenhuma esquisitice, salvo se vocês considerarem esquisitice a opção primordial pelo tratamento-da-cabeça. Sou uma pessoa enfadonha, tamanha a falta de excentricidades. Então vou corromper a tal corrente para enumerar cinco, digamos, retoques que a massinha de modelar foi recebendo pelo caminho...
A minha mãe admirava muito um cara que se chamava
Araby. Ela e a esposa dele desejavam meninas para chamar de
Arabiara. A mulher do cara engravidou primeiro e nasceu um menino, a quem deu o nome do pai. Quando a mãe teve as primeiras contrações estava numa festa, na casa do Dr. Araby. Foi ele quem a levou ao hospital e a primeira pessoa que ela viu depois que nasci:
- O que é? Então vai ser tua nora. Em 80% das vezes a mãe me chama de
Arabi, em 10% das vezes de
Arabiane e sei que ela está possuída quando ouço um
Ro.ber.ta A.ra.bi.a.ne! Em fevereiro de 1989, num baile de carnaval, fantasiada de índia, fui beijada a primeira vez, pelo Arabizinho.
Antes que alguém pergunte, hoje ele está casado, tem dois filhos e virou um tribufu. Nem pensar!
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Quando estávamos brigando, várias vezes durante alguns anos a Rafaela chorava e mentia pra mãe que eu havia batido nela. Eu apanhava, por que não era para brigar e muito menos para bater na minha irmãzinha menor e desprotegida. Um belo dia, a Nega fez a mesma coisa e a mãe já vinha com o chinelo na mão quando, com muita raiva, pensei:
eu vou apanhar, filha-da-puta, mas tu também vais! Peguei a Rafaela pelos cabelos e sentei o sarrafo com toda a força. Primeiro a mãe ficou em choque com a cena, depois me bateu mais, por que achou que eu a estava desafiando. Foi a última vez que a Rafaela mentiu pra mãe que havia apanhado.
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Na minha família há uma quantidade considerável de homossexuais. Dos dois lados. Isto sempre foi tratado com naturalidade a ponto de quando criança fazermos a associação conjunta: a Meri e a Célia, o Paulo e o Zuza, e assim por diante. Nunca nos referimos só a Meri, ou só a Célia: instintivamente sabiamos que eram a Meri e a Célia. E também que o Miguel ou o Ricardo eram iguais ao Paulo e ao Zuza, mas o Miguel (a bil odiava o segundo nome e todos só o chamavam de Dejalma) era sozinho e o Paulo tinha o Zuza. Depois de algum tempo o Paulo e o Zuza começaram a ir lá em casa separados (na época eu e a Nega moravamos com a vozinha e o vovô, em Lagoa Vermelha) e deixamos de fazer a associação sem que ninguém tenha vindo nos explicar nada. Também sabiamos que o Paulinho não era igual ao tio Carlos ou ao tio Cesar, que não faziam roupas de bonecas pra nós. Eu não lembro de alguma vez que alguém tenha se referido ao homossexualismo de forma depreciativa na minha casa (nas casas da minha infância - a da mãe e a da vozinha). Mesmo quando a mãe gritava
saaaaai daqui, sua bicha dos infééérnos! e o Val caía na gargalhada, era fácil identificar um componente de riso no meio da raiva contida na fala da dona Maugareti. Nem medo de fazer carinho nos aidéticos nós tinhamos. A primeira vez que eu entrei num bar gay, acima de qualquer coisa, me senti segura. Tava em casa.
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O meu pai bebe. Sempre. Pra festejar e pra esquecer. Não o vejo há alguns anos, mas ninguém muda sem tratamento... primeiro ele ficava alegre, depois ficava chato, depois deprimido e depois ficava raivoso. A minha mãe bebe. Sempre. Pra festejar e pra esquecer. Primeiro ela fica chata, depois ela fica raivosa e depois depressiva. Eu não bebo, embora tenha todos os tipos de bebida em casa, nenhuma das minhas irmãs bebe, nenhum dos meus amigos bebe, nenhum dos namorados que tive costuma beber. E todas as escolhas acabaram sendo feitas de forma inconsciente, por que somente agora me dei conta deste fato. Tenho pavor de gente que não consegue identificar o momento de parar de beber. Com a Rafaela acontece a mesma coisa.
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A vozinha é hipocontríaca. Sempre está com dor em algum lugar, sempre está doente, sempre há algum problema grave. Tem um armário lotado de remédios: caixas e mais caixas. E a bolsa da velha é uma filial do armário. Nunca a vi responder
está tudo bem! Remédio para dormir ela toma desde antes de eu nascer. Odeio tomar remédios. E quando sou obrigada a fazê-lo; o médico insistiu muito e a explicação foi vasta. Depois de passar a noite inteira com dores lascinantes enquanto meu filho escorria pelas pernas, chegamos no hospital e a enfermeira foi me esticar na maca. Sem querer, arranhei o braço da mulher no meio do urro. Quando o efeito da morfina foi passando e sendo substituído pelas nauseas, comecei a respirar devagarinho com medo de ferir o Lord, até desmaiar de tanta dor. Ao acordar da anestesia, a primeira coisa que vi foi o rosto dele sorrindo pra mim, dizendo que tinha acabado e tudo ia ficar bem. Pedi que ele não me deixasse mais sentir dor. Durante dois dias, de tempos em tempos ele me acordava com comprimidos de várias cores e formatos. Até hoje não tenho a menor idéia de quais ou quantos remédios tomei. Não senti mais dor. No corpo.
Eu PRECISO de um pingüim de pelúcia de 80 cm.
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Que fim levaram os peitos da Charlize Theron?
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Mulher da noite: a senhora premiada que agradeceu à academia por ter sentado ao lado do George Clooney no almoço do Oscar. Eu, sinceramente, não teria conseguido comparecer à cerimônia. MESTRE!
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J.Lo classudésima. Uma surpresa.
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Deus do céu, o que é essa tal de Kathleen "Bird" York que compôs e canta o tema de Crash? Mais um caso no qual o altíssimo favoreceu vergonhosamente uma só cidadã.
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Salma Hayek mexeu tanto no cabelo e nas alças do vestido que deu nervos. O cabelo na cara e a alça despencante não combinam, definitivamente.
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George Clooney foi o homem mais filmado da noite. Cabelo tradicional, smoking tradicional. Não inventa, não embarca no trendy. Não precisa mesmo. Um homem como deve ser. Uma benção.
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O que aconteceu com os cawboys de Brokeback? Auto-flagelação? Porque cargas d'água os rapazes se enfeiaram tanto?!
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Gentem, o que era a má vontade do Zé JK Wilker? Credo. Chamar Richard Gere de imitador do Renato Gaúcho foi o auge do horror. Huahuahuahua.
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Alguém mais viu a antena da Meryl Strip?? Meda.
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Hillary Swank magérrima (até acho que too much, mas ok, há quem goste), mas não precisava daquele decote que fez parecer que ela tem os seios separados pelo umbigo.
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Jack Nicholson. The guy. Point.
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Oh, oh, oh, oooooooooooh. Crash. Everything is broken.